Sábado, Junho 11, 2005
Uma experiência com imagem

O tapete verde, momentos antes do início do grande jogo de futebol na Luz. Lançamento de balões.
Quarta-feira, Dezembro 15, 2004
Kasino, uma história falhada
Joao caminhava junto à beira do passadiço exterior, com passo lento. O tempo ia mudar, tal como anunciara os serviços de inteligência. Mas desta vez, à Primavera continental, seguir-se-ia, sem transição, um Outono indiano. A população apreciava estas mudanças e decidira desde há muito, naquela cidade original, surpreender-se constantemente a si mesma. Sempre que saía do centro da cidade e se permitia um passeio pessoal, procurava não deixar demasiados pormenores ao acaso. Os amigos apreciavam o seu gosto pelas regularidades e admiravam-no como um excêntrico ousado.
Joao cultivava essa descoberta serena dos padrões e das invariâncias, tão desprezadas pelo gosto comum que um preconceito aristocrático acabara por as relegar para as tarefas científicas e para a profundidade ignota do trabalho mecânico e repetitivo, a que o homem já não se submetia. Joao era um coleccionista, termo em desuso para designar principalmente aquelas pessoas que alimentavam com método e persistência assinalável o gosto pela contiguidade espacial dos objectos físicos. Mas em vez do gosto por objectos, a que cedia só ocasionalmente e por inércia, ele preferia coleccionar regularidades, padrões, repetições, episódios de previsibilidade, algoritmos sofisticados aplicados às circunstâncias da vida comum.
Era um coleccionador original e de índole conservadora. Não suportava viver constantemente na expectativa e no jogo, procurava relações de causalidade, contiguidades físicas e temáticas e sabia diluir nesses prazeres simples e esquecidos a ansiedade e a histeria comum à maior parte dos seus amigos. Por isso todos o consideravam um pouco soturno, nada imprevisível, um conservador na linguagem e nos hábitos. Afinal um bom amigo. Nunca sabiam o que esperar dele. E isso era o melhor que poderiam desejar.
Enquanto caminhava procurava pressionar com o peso do seu corpo a estrutura do passadiço de tal modo que a cada passo ouvisse o ranger enigmático das placas de madeira. Gostava daquele ruído que sugeria apenas aquilo de que resultava efectivamente. O ruído de passos, soando lentamente no caminho, com a beleza e o mistério estilizado da sombra de uma cana que balouça ao vento.
Para lá do passadiço tudo parecia igual. Da última vez que passara por ali, cinco dias antes, as árvores balouçavam ao vento na mesma cadência irregular mas monótona. Hoje também balouçavam ao vento, e diria que tudo se repetia como então.
“- Provavelmente estou a imaginar.” – disse em voz alta, enquanto caminhava. Olhou em volta para verificar se alguém o acompanhava mas estava só no amplo arco que definia o caminho.
Não era comum, numa cidade sobrelotada como aquela e em festa permanente, conseguir estar só e dizer uma frase completa sem ser interrompido. A agitação era permanente e a busca do delírio a que acabara por se acomodar com mais facilidade do que imaginara quando chegara à cidade alguns anos antes, nem sempre o satisfaziam. Agora que o unia aos seus amigos uma amizade firme e verdadeiramente fraterna, não temia ser apontado como excepção. Não vivia um minuto sem estar em ligação com eles, ainda que por vezes não reagisse às suas intervenções.
Quinta-feira, Setembro 09, 2004
Selecção bipolar
Temos a selecção que merecemos (e os políticos também, mas isso já não é futebol). Uma selecção bipolar. Fomos vice-campeões da europa num campeonato lambuzado de traços épicos, de rasgos desesperados, de jogadas de raiva que por vezes davam golo. Mas podemos jogar quase uma hora a devolver gentilmente os maus passes de bola da Estónia, que só não marcou por completa azelhisse. E depois de um jogo de farfalheira, quase a acabar, quando se entra no último quarto de hora que é uma agonia ver passar o tempo sem marcar, lá vêm finalmente 4 golos de rajada. Bons golos... e o resto é política.
XP
Quinta-feira, Julho 22, 2004
Experiência 1, 2...
É só uma experiência: estou a citar o meu blogue as minhas leituras. só isso: as minhas leituras; asminhasleituras.
Segunda-feira, Março 15, 2004
Em Stand by (é assim que se escreve? - o francês não é o meu forte!)
Este blogue foi apenas uma experiência que tenciono reinventar no início do próximo ano lectivo. A minha intenção é fazer deste "lugar nenhum" um recurso com ferramentas escolares, com sugestões e pretextos para pensar a nossa disciplina. O desafio é estimulante: usar a tecnologia sem deixar de a pensar como um elemento da nossa relação com o mundo; aproveitar todos os seus recursos sem esquecer que ela é um dos mecanismos da produção de saber. Na Filosofia isso não é irrelevante.
Se algum navegante do ciberespaço, perdido neste mar imenso, vier aqui parar... saiba que o projecto de um blogue a pensar nas minhas aulas, nos meus alunos, não morreu. Está apenas adormecido.
Entretanto eu continuo a escrever em http://asminhasleituras.blogspot.com
Se algum navegante do ciberespaço, perdido neste mar imenso, vier aqui parar... saiba que o projecto de um blogue a pensar nas minhas aulas, nos meus alunos, não morreu. Está apenas adormecido.
Entretanto eu continuo a escrever em http://asminhasleituras.blogspot.com
Sábado, Janeiro 17, 2004
Até que enfim, cá estou eu de novo
Não se esqueçam de ver o jogo de hoje. Interessa a todas as equipas do meio da tabela para cima.
Isto é só para desenferrujar os dedinhos...
Isto é só para desenferrujar os dedinhos...
Terça-feira, Novembro 18, 2003
Sinopse para o teste de Novembro
SINOPSE/ TESTE DE NOVEMBRO
Materiais de trabalho: Sequências do manual de Filosofia, que foram lidas, assinaladas e sublinhadas; apontamentos orais e pessoais, acetatos e fotocópias.
I- O Pensamento e o Discurso
1.Noção e Objecto da Lógica
“O Conhecimento humano é um fenómeno complexo” e a origem do problema da Lógica (ver texto pag. 15)
Outras Noções de Lógica... A Lógica é...
Conhecimento implícito (que se tem mas de que não se tem consciência plena) e Conhecimento Explícito (que se tem de forma plenamente consciente)
2. As 3 Dimensões do Discurso
O conceito de Discurso: Acto protocolar solene, situação vulgar do dia a dia em que produzimos enunciados para determinados auditórios
Signo, Significado e Significante
Conceitos de Sintaxe, Semântica, Pragmática – saber definir os conceitos
Compreender a ideia de que um discurso só é compreensível no cruzamento dos seus três níveis.
A Lógica supõe uma sintaxe do pensamento.
II- A Lógica na Tradição Filosófica
1-O Conceito e o Termo (... tão difícil...)
Concepção, Juízo e Raciocínio (saber distinguir e definir)
Conceito: diferença entre propriedades acidentais e substanciais.
COMPREENSÃO e EXTENSÃO.
O que é a compreensão do Conceito? O enunciado das suas características substanciais.
O que é a extensão do Conceito? O número de elementos que correspondem à sua definição.
Materiais de trabalho: Sequências do manual de Filosofia, que foram lidas, assinaladas e sublinhadas; apontamentos orais e pessoais, acetatos e fotocópias.
I- O Pensamento e o Discurso
1.Noção e Objecto da Lógica
“O Conhecimento humano é um fenómeno complexo” e a origem do problema da Lógica (ver texto pag. 15)
Outras Noções de Lógica... A Lógica é...
Conhecimento implícito (que se tem mas de que não se tem consciência plena) e Conhecimento Explícito (que se tem de forma plenamente consciente)
2. As 3 Dimensões do Discurso
O conceito de Discurso: Acto protocolar solene, situação vulgar do dia a dia em que produzimos enunciados para determinados auditórios
Signo, Significado e Significante
Conceitos de Sintaxe, Semântica, Pragmática – saber definir os conceitos
Compreender a ideia de que um discurso só é compreensível no cruzamento dos seus três níveis.
A Lógica supõe uma sintaxe do pensamento.
II- A Lógica na Tradição Filosófica
1-O Conceito e o Termo (... tão difícil...)
Concepção, Juízo e Raciocínio (saber distinguir e definir)
Conceito: diferença entre propriedades acidentais e substanciais.
COMPREENSÃO e EXTENSÃO.
O que é a compreensão do Conceito? O enunciado das suas características substanciais.
O que é a extensão do Conceito? O número de elementos que correspondem à sua definição.
Estive de baixa... desculpem qualquer coisinha!
Eu não estive de baixa, mas o blogue esteve. Não vale a pena entrar em pormenores, OK?! Vou tentar retomar, com o pretexto do próximo teste de Novembro, esta prática de prolongar e complementar as aulas. É uma boa ideia, é serviço público... mas é mais difícil do que me parecia à partida. Bom, aquim vai mais um post. Vejam a Sinopse no seguinte. Bye!
